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Licitação de novos trens do metrô é relançada na Bahia

Companhia estadual publica edital para adquirir 40 carros de passageiros após anular processo anterior que durou doze meses.

Passageira aguardando trem em plataforma de estação de metrô.
Passageira aguardando trem em plataforma de estação de metrô.

Companhia estadual publica edital para adquirir 40 carros de passageiros após anular processo anterior que durou doze meses.

A Companhia de Transportes do Estado da Bahia abriu nova concorrência pública internacional em 20 de agosto de 2026 para a licitacao de novos trens destinados ao sistema metroviário entre Salvador e Lauro de Freitas. Desde entao, a medida reinicia a disputa ferroviária após a anulação do certame anterior. Por isso, as empresas interessadas preparam novas propostas para o mercado.

O edital prevê a aquisição de 10 composições formadas por 4 carros de passageiros cada, totalizando 40 unidades para a rede estadual de transporte. O limite máximo do teto orçamentário estabelecido pelo governo estadual chega a R$ 636,91 milhões para a contratação. Na pratica, o valor define o limite financeiro para a disputa entre os fabricantes do setor.

A sessão pública presencial para a entrega e a abertura dos envelopes ocorre em 16 de setembro de 2026, às 9h, em Salvador, conforme apuração publicada por Via Trolebus.

Nova concorrência pública internacional para material rodante

A Companhia de Transportes do Estado da Bahia abriu nova concorrência pública internacional para adquirir trens destinados ao sistema metroviário. O texto visa à aquisição de 10 composições de quatro carros, totalizando 40 carros de passageiros para a rede estadual.

Segundo o documento oficial da licitação de novos trens, a sessão pública presencial ocorre em 16 de setembro de 2026, às 9h, no edifício-sede da companhia em Salvador. Essa modalidade exige o protocolo físico da proposta comercial e da documentação de habilitação na data marcada, momento em que a comissão permanente de licitação inicia a abertura dos envelopes com os preços ofertados pelos fabricantes do setor ferroviário.

Para as empresas interessadas em participar da disputa, o planejamento logístico da entrega dos envelopes demanda atenção rigorosa aos horários e aos locais determinados pela administração pública estadual. A modalidade de concorrência internacional permite a participação de companhias estrangeiras e nacionais, desde que atendam aos requisitos de qualificação econômico-financeira e técnica exigidos pelo órgão licitante para o fornecimento do material rodante.

O certame atual substitui o processo anterior que durou doze meses e terminou revogado pela diretoria da estatal baiana. A ampliação da frota com os novos veículos ferroviários atende diretamente à demanda de transporte de passageiros nos municípios de Salvador e Lauro de Freitas, localidades interligadas pelas linhas operadas pelo sistema de trilhos.

A divisão operacional dos veículos contempla o atendimento simultâneo à Linha 1 e à Linha 2 do sistema metroviário. Com a incorporação dos 40 novos carros divididos em 10 composições completas, a capacidade de transporte diário aumenta nos trechos urbanos de maior fluxo, o que eleva a oferta de lugares e reduz o intervalo entre as viagens nos horários de pico para os usuários da região metropolitana.

Anulação do certame anterior e prazos processuais

A transição da concorrência anterior para a nova disputa ocorreu com a publicação do edital exatos quatro dias após o encerramento formal do processo passado. O diretor-presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia, Alan Rodrigues de Oliveira, assinou a anulação do processo anterior em 14 de agosto de 2026.

A condução dos atos administrativos pela diretoria do órgão estadual encerrou uma concorrência que durou doze meses. Esse certame anterior havia consagrado o consórcio encabeçado pela fabricante chinesa CRRC Changchun, após análises técnicas e disputa comercial com concorrentes do setor ferroviário.

Para a empresa que pretende participar de licitações públicas internacionais, a mudança veloz entre editais exige capacidade imediata de adaptação operacional e revisão rápida de propostas comerciais. A companhia estadual estruturou o novo rito para evitar descontinuidade no fornecimento de material rodante, termo técnico que designa os veículos ferroviários de passageiros.

A concorrência pública internacional funciona como a modalidade de licitação aberta a empresas estrangeiras e nacionais, voltada a compras de grande vulto e alta complexidade tecnológica. Nesse modelo, o critério de julgamento por menor preço ou técnica e preço define a seleção da proposta mais vantajosa para a administração pública.

O processo anterior acumulou recursos administrativos e risco de judicialização entre as fabricantes ao longo de um ano de tramitação. A diferença de valores entre os concorrentes na disputa passada envolveu propostas de centenas de milhões de reais, o que elevou a tensão jurídica entre os grupos empresariais interessados no contrato.

Desde então, a retomada imediata dos atos pela diretoria estabelece um novo marco temporal para o fornecimento de dez composições de trens. As empresas fabricantes recalculam custos logísticos e de produção para atender aos prazos rigorosos fixados no cronograma da nova licitação de novos trens divulgada pela administração estadual.

Histórico de recursos e propostas financeiras anteriores

A oferta do grupo chinês CRRC foi de R$ 490,38 milhões enquanto a Alstom cotou R$ 614,42 milhões na concorrência original. O limite máximo estipulado pelo governo estadual era de R$ 636,91 milhões para a aquisição do material rodante, conjunto de veículos ferroviários que compõem a frota do sistema metroviário.

A concorrência original iniciou em meados de 2025 e durou mais de doze meses devido aos recursos administrativos apresentados pelas empresas concorrentes. Esse tipo de contestação administrativa permite que qualquer licitante questione formalmente as etapas de julgamento de propostas perante a própria administração pública antes da homologação final.

Durante o período de tramitação, o confronto comercial entre o grupo chinês CRRC e a Alstom gerou tensão concorrencial expressiva no mercado de fornecimento metroviário. A diferença financeira entre os valores ofertados pelas duas concorrentes ultrapassou a marca de R$ 124 milhões, o que estimulou questionamentos sucessivos e debates prolongados sobre a conformidade das propostas apresentadas.

Na prática, a judicialização e a interposição constante de recursos administrativos elevam o custo operacional para os fabricantes interessados em contratos com a administração pública brasileira. As empresas precisam manter garantias financeiras válidas por períodos estendidos e reavaliar constantemente o planejamento logístico enquanto o processo licitatório permanece travado em instâncias administrativas ou judiciais.

Desde então, o impacto financeiro e temporal dessas disputas levou o órgão licitante a adotar critérios mais rigorosos na condução dos novos editais publicados pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia. A modalidade de concorrência pública internacional busca atrair fornecedores globais capazes de cumprir as exigências técnicas sem paralisar a execução do contrato por divergências comerciais prolongadas entre os concorrentes.

Expectativas para o mercado de fornecedores ferroviários

O novo edital representa para as empresas do setor metroviário uma oportunidade de reavaliar estratégias de participação em disputas públicas de grande porte após a revogação do processo anterior. A concorrência internacional atrai o interesse de fabricantes globais que analisam a viabilidade de compor novas propostas financeiras dentro do teto orçamentário definido pelo poder público.

A diferença entre a menor proposta e a concorrente superou R$ 124 milhões na disputa passada, o que evidencia a variação ampla de custos apresentada pelos concorrentes internacionais. Essa distância financeira entre as ofertas anteriores demonstra o espaço que os fabricantes possuem para calibrar seus preços frente ao limite máximo estipulado pela administração estadual.

Os novos veículos serão incorporados às frotas das Linhas 1 e 2 do sistema metroviário, expandindo a capacidade de atendimento aos passageiros da região metropolitana. O certame abrange Salvador e Lauro de Freitas, localidades beneficiadas diretamente pela ampliação da infraestrutura de transporte sobre trilhos coordenada pela companhia estadual de transportes.

Fabricantes internacionais de material rodante avaliam as regras da nova disputa para definir a viabilidade técnica e financeira de concorrer no mercado brasileiro de infraestrutura. A participação de multinacionais em concorrências públicas dessa envergadura exige planejamento logístico e estruturação de parcerias locais para atender às exigências do edital.

A margem entre as propostas financeiras registradas no histórico recente e o teto orçamentário estabelecido pelo governo estadual orienta a formulação de novos valores pelas empresas interessadas. As companhias do setor ferroviário ajustam suas planilhas de custos para garantir competitividade na sessão pública presencial marcada para setembro.

O que acontece a seguir

A Companhia de Transportes do Estado da Bahia fixa a data de 16 de setembro de 2026 para a realização da sessão pública presencial destinada à entrega e abertura dos envelopes do certame. A disputa internacional ocorre às 9h em Salvador.

Empresas fabricantes do setor ferroviário preparam as propostas financeiras para concorrer ao fornecimento do material rodante. O processo atual conta com a participação de companhias interessadas em disputar o lote de trens após a revogação do processo anterior.

Certame anterior revogado e nova concorrência pública internacional aberta com sessão marcada para setembro de 2026

Com informações de Via Trolebus.

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