Licitações

Plataforma de compras públicas sem licitação ganha regulamentação federal

Presidente assina decreto para marketplace governamental voltado a pequenos negócios com foco em desburocratizar aquisições.

Aperto de mao com balanca da justica e martelo sobre a mesa
Aperto de mao com balanca da justica e martelo sobre a mesa

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou em 24 de agosto de 2026 o decreto que regulamenta as regras para compras públicas sem licitação por meio de plataforma digital, conforme levantamento publicado por Vero Notícias.

Essa ferramenta atua como um marketplace público voltado a pequenos negócios e surgiu a partir da sanção da Lei número 15.266 de 2025, ocorrida em 21 de novembro daquele ano, por iniciativa do Congresso Nacional em conjunto com o Governo Federal. O sistema conta com desenvolvimento em andamento ao longo de 2026 para integrar órgãos contratantes e fornecedores cadastrados. Na prática, a medida acelera as aquisições governamentais de forma direta.

Segundo o edital, a expansão cadastral decorre do alcance ampliado da ferramenta, que passa de 2 mil para 15 mil o número potencial de órgãos públicos participantes, conforme apuração divulgada por Vero Notícias. Essa mudança atrai novas instituições para o ambiente digital e dinamiza a economia local.

Regulamentação do sistema de compras expressas

O Governo Federal regulamentou o Sistema de Compras Expressas por meio da assinatura de um decreto realizada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 24 de agosto de 2026. A ferramenta tecnológica funciona como um mercado eletrônico público em uma plataforma digital estruturada para a realização de transações comerciais sem a exigência de um procedimento licitatório tradicional.

Desde então, órgãos públicos nas esferas federal, estadual e municipal utilizam o ambiente virtual para visualizar catálogos e adquirir produtos diretamente de fornecedores aprovados no cadastro. A estrutura operacional elimina etapas burocráticas e agiliza as aquisições cotidianas necessárias para o funcionamento da administração pública em todo o território nacional.

Na prática, as empresas fornecedoras que passam pelo crivo do sistema ganham acesso direto a um mercado consumidor institucional de grande escala sem a necessidade de participar de disputas prolongadas. A criação dessa ferramenta decorre da sanção da Lei número 15.266 de 2025, ocorrida em 21 de novembro daquele ano, a partir de uma proposição originada no Congresso Nacional.

Em seguida, o Poder Executivo conduziu as etapas voltadas para consolidar a infraestrutura digital que conecta pequenos negócios às demandas diárias do setor estatal. A expansão do modelo facilita a participação de microempreendedores individuais e empresas de pequeno porte nas vendas para o Estado, ampliando a circulação de recursos financeiros nas economias locais.

Segundo o edital Vero Notícias, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou o impacto dessa dinâmica econômica durante um evento no Palácio do Planalto ao declarar que "Você ganha na sua cidade, na sua comunidade, você gasta na sua comunidade, você desenvolve a sua comunidade e vai viver todo mundo melhor".

O sistema foi criado pela Lei número 15.266 de 2025, sancionada em 21 de novembro daquele ano, após tramitação legislativa iniciada por iniciativa do Congresso Nacional com apoio do governo. A norma estabeleceu o suporte normativo para o funcionamento da plataforma digital estruturada como um ambiente virtual de negociação voltado a pequenos negócios.

A partir da vigência da regra, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou da formalização dos acordos junto a diferentes pastas governamentais. Ministérios como o Ministério da Educação, o Ministério da Previdência Social, o Ministério da Saúde e o Ministério da Agricultura assinaram termos de adesão ao programa federal.

Empresas estatais também formalizaram a entrada no sistema por meio da assinatura dos documentos oficiais de participação. O Banco do Brasil, o Banco do Nordeste do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a Petróleo Brasileiro S.A. integraram a lista de signatárias.

A adesão dessas instituições públicas e companhias controladas pelo Estado pode elevar o quantitativo de órgãos contratantes cadastrados na ferramenta digital. Com a efetivação das novas parcerias, o quantitativo previsto de participantes pode saltar de 2 mil para 15 mil unidades compradoras aptas a operar no ambiente.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a ampliação da base de entidades cadastradas potencializa o volume de transações realizadas sem licitação por meio da tecnologia. O incremento na quantidade de órgãos públicos participantes consolida a expansão do marketplace público para aquisições de menor valor.

Histórico e comparação com o modelo anterior

O Contrata mais Brasil opera desde fevereiro de 2025 como uma ferramenta digital que permite contratações diretas de até 13 mil reais sem intermediários, modelo que a equipe econômica descreve como uma versão atualizada da ata de registro de preços. Esse instrumento tradicional de compras públicas funcionava por meio de um registro formal de preços em que a administração pública selecionava propostas para futuras aquisições, enquanto a nova tecnologia simplifica o fluxo para transações de pequeno valor.

A evolução do programa de contratações expressas mudou o volume de ofertas disponíveis para os órgãos públicos desde o lançamento oficial. O número de serviços disponíveis na plataforma digital saltou de 47 para 272 itens desde o início da operação, o que ampliou o leque de opções para gestores que buscam fornecedores de forma ágil no ambiente virtual de negociação.

Desde então, a ferramenta passou por atualizações sucessivas para incluir novos setores da economia popular e fornecedores locais. O programa passou a incluir compras da agricultura familiar a partir de novembro de 2025, o que permitiu aos produtores rurais comercializarem seus gêneros alimentícios diretamente para órgãos públicos cadastrados na rede.

Para a empresa que pretende participar do processo de fornecimento, a transição para o novo modelo digital reduz a burocracia e elimina etapas exigidas em licitações convencionais. O ambiente virtual conecta diretamente o pequeno negócio ao comprador público, permitindo que a transação ocorra de maneira célere e com menor custo operacional para os participantes.

A expansão gradual do sistema acompanha o histórico de implantação da plataforma desde o início de 2025, quando o programa começou a operar com um catálogo reduzido de serviços. A ampliação do escopo ocorreu de forma escalonada até atingir a marca atual de 272 serviços, consolidando o ambiente como canal permanente de compras públicas de pequeno valor no país.

Efeitos práticos para fornecedores e pequenos negócios

Os impactos operacionais do novo sistema abrangem a adaptação de fornecedores cadastrados, a fiscalização por órgãos de controle e a tramitação de propostas legislativas para a categoria. A ferramenta digital voltada a aquisições públicas será desenvolvida pelo governo ao longo de 2026 com regras específicas de preços, prazos e pagamentos para regular a relação entre o poder público e os fornecedores.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o sistema será auditável e acompanhado por órgãos de controle para garantir a transparência das operações. Desse modo, a fiscalização eletrônica monitora o fluxo de transações financeiras e o cumprimento das normas estabelecidas para as aquisições sem licitação.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, apontou a redução do prazo de abertura de empresas de 152 dias para cerca de 24 horas. Para o titular da pasta, essa facilitação burocrática acelera a entrada de novos competidores no mercado de fornecimentos para a administração pública.

Tramita na Câmara dos Deputados projeto para elevar o faturamento anual do microempreendedor individual para 110 mil reais em 2027 e 140 mil reais em 2028. Essa alteração legislativa busca atualizar o teto de enquadramento da categoria, atualmente fixado em 81 mil reais anuais, permitindo que mais negócios participem das aquisições sem perder o regime simplificado de tributação.

Com essas mudanças, as empresas registradas encontram um ambiente operacional mais ágil para ofertar produtos e serviços aos órgãos públicos cadastrados. A padronização dos fluxos eletrônicos reduz o tempo despendido em trâmites burocráticos e amplia o acesso de pequenos empreendedores ao orçamento governamental.

O que acontece a seguir

As próximas etapas envolvem o desenvolvimento da ferramenta tecnológica pelo Governo Federal ao longo de 2026. A execução do cronograma segue a regulamentação estabelecida no decreto assinado em 24 de agosto de 2026.

Os fornecedores interessados acompanham a estruturação da plataforma digital e a adaptação do cadastro de ofertas. O processo encontra-se com o decreto assinado e a ferramenta em fase de desenvolvimento pelo governo ao longo de 2026.

Com informações de Vero Notícias.

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