Dinheiro esquecido em bancos soma R$ 5,8 bilhões em agosto
Saldo do Sistema Valores a Receber cresceu 2,6% em agosto; consulta é gratuita, e a forma de devolução depende da situação do beneficiário.

O saldo de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras foi de R$ 5.796.649.271,15 em agosto de 2026, aproximadamente R$ 5,8 bilhões. O dado foi divulgado pelo Banco Central em 13 de outubro e consta das estatísticas do Sistema Valores a Receber (SVR).
As pessoas físicas detêm R$ 4,31 bilhões do saldo disponível, distribuídos entre 23,94 milhões de beneficiários. Além disso, R$ 1,48 bilhão pertence a 2,36 milhões de empresas. A consulta pelo SVR é gratuita e informa a instituição responsável pela devolução.
Montante de dinheiro esquecido em bancos cresce em agosto
O valor disponível para resgate é diferente do total histórico informado pelo Banco Central. Somados os recursos a receber e os já devolvidos, o sistema registra R$ 22,26 bilhões. Desse montante, R$ 16,47 bilhões já foram restituídos.
O saldo a receber em agosto representa alta de aproximadamente 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados em julho. Os dados têm agosto de 2026 como mês de referência e foram publicados em 13 de outubro.
A ferramenta reúne informações fornecidas pelas instituições participantes. Para saber se há valores disponíveis e como solicitar a devolução, o titular deve consultar o site oficial do SVR e seguir as orientações relativas à instituição indicada.
Regras para consulta e resgate no Sistema Valores a Receber
O Sistema Valores a Receber permite consultar a existência de recursos e orienta como recuperá-los. A devolução pode ser solicitada pelo próprio sistema nos casos disponíveis ou combinada diretamente com a instituição financeira, conforme as regras oficiais do serviço.
Na consulta inicial sem login, a pessoa física informa CPF e data de nascimento. Para empresas, são necessários CNPJ e data de abertura. O acesso autenticado de pessoas físicas exige conta gov.br prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada. Para pessoas jurídicas, o serviço exige certificado digital vinculado à conta gov.br, conforme as condições informadas na plataforma.
A consulta e os serviços do SVR são gratuitos. Não é necessário pagar taxas ou contratar intermediários para acessar as informações e seguir as instruções de devolução.
Quando o pedido é feito pelo SVR com uma chave Pix selecionada, o prazo de devolução é de até 12 dias úteis. A instituição pode pagar por TED para a conta vinculada à chave. Sem chave Pix, ou quando ela não puder ser selecionada, o titular deve combinar outra forma de recebimento com a instituição; nesse caso, o prazo de 12 dias não é obrigatório.
Para valores de pessoas falecidas, o acesso às informações cabe a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais. A documentação e a devolução devem ser tratadas diretamente com a instituição, sem pedido de resgate pelo sistema ou prazo fixo informado. Essa orientação de contato direto também se aplica às empresas encerradas, por meio de seu representante legal.
Recursos do Desenrola e decisão cautelar do TCU
A transferência de recursos do SVR ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), no âmbito do Novo Desenrola Brasil, foi objeto de denúncia no Tribunal de Contas da União. O caso trata de questionamentos sobre o regime financeiro e orçamentário aplicado a esses recursos.
Em 25 de agosto de 2026, o Plenário decidiu não referendar uma medida cautelar que restringiria a utilização dos recursos, conforme o Acórdão 2293/2026, no processo 011.685/2026-3. A decisão cautelar não resolveu definitivamente o mérito da controvérsia.
Alertas de segurança do Banco Central contra fraudes
O Banco Central alerta que não é necessário pagar para ter acesso aos valores. O serviço oficial é gratuito. A orientação é não fazer pagamentos antecipados para liberar recursos.
O BC não envia links nem entra em contato com os titulares para tratar sobre valores a receber ou confirmar dados pessoais. A instituição financeira indicada no SVR, por sua vez, pode contatar o titular para confirmar sua identidade ou esclarecer a forma de devolução. Ela nunca deve solicitar senhas.
Para reduzir o risco de golpes, utilize o endereço oficial e não clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens. Também não compartilhe senhas ou códigos de acesso.
O que acontece a seguir
Os titulares podem consultar o SVR e seguir as instruções para solicitar a devolução à instituição responsável. O procedimento e o prazo dependem da forma de resgate e da situação do beneficiário.
Com informações de Agência Brasil.
Com informações de Agencia Brasil economia.
Quer receber editais como este assim que forem publicados?
Testar grátis


